Recomendo a leitura da seguinte notícia : The Forbes 400 as a Lesson in Economics.
Segue um trecho -- (para os mais preguiçosos): "While there are 74 Forbes 400 members who inherited their entire fortune, 270 members are entirely self-made."
O texto discorre sobre como o espírito empreendedor leva a economia capitalista à satisfação dos desejos dos consumidores. Um tópico que deveria ser consenso -- por que óbvio -- mas não o é. Essa discussão, no entanto, já está bem batida e bem melhor escrita em outros lugares.
Uma bola que o texto levanta mas não explora é a natureza dinâmica da riqueza em uma economia capitalista, assim como a natureza dinâmica das atividades parasitas de uma economia mista (socialista no parasitismo e capitalista na produção) -- como a americana.
O texto cita o exemplo da indústria petrolífera, que dominava as posições mais altas da lista dos mais ricos, e que perdeu espaço para as empresas de tecnologia. Mesmo dentro das empresas de tecnologia há mobilidade: Google hoje ocupa o lugar que antes era da Microsoft. E ai que o autor do texto deixa escapar o ponto que me parece mais interessante. Microsoft hoje ocupa o lugar de parasita, desempenhando justamente a função daqueles que a sugavam a anos atrás! Eis a dinâmica do parasitismo.
Assim como a riqueza muda de mãos em um regime capitalista, os parasitas mudam de hospedeiros em um regime socialista (ou misto para aqueles leitores mais moderados). Aqui deixo uma questão para discussão. A atividade 'reguladora' de um governo socialista não seria uma institucionalidade para garantir uma ponte, uma via, através da qual a atividade parasita transita? Um poço que permite que os sangue-sugas viagem de hospedeiro em hospedeiro?

